Cenário externo é destaque nesta manhã
A Bolsa de Valores de São Paulo acompanha o mercado internacional e opera no campo negativo. As principais notícias que influenciam o pregão de hoje foram com relação aos indicadores norte americanos, ao aumento da taxa de juros da China e ao rebaixamento do rating português, sem esquecer das desconfianças sobre a Grécia. Internamente, o destaque fica para a indústria nacional.
No cenário externo, o ISM (Institute for Supply Management) divulgou que o setor de serviços nos Estados Unidos marcou desempenho inferior ao esperado pelo mercado que era de em torno de 54 pontos, e registrou 53,30 pontos no mês de junho. Cabe lembrar que o número também ficou abaixo dos 54,60 pontos auferidos na última medição. Já na China, foi elevado o juro em 0,25 p.p. nas taxas de empréstimos e depósitos, fato que salienta a confiança do país de que é resistente o suficiente para apertar a política monetária e não está sendo ameaçada por um pouso forçado. Com isso a segunda maior economia mundial deixou claro que combater a inflação continua sendo a principal prioridade apesar da desaceleração da economia. Além disso, Pequim teme que possa atrair muitos recursos especulativos dos EUA se aumentar muito o juro, já que as taxas norte americanas estão perto de zero, podendo ampliar o problema de excesso de liquidez e alimentar mais a inflação.
Na Europa, a Moody's rebaixou o status da dívida de Portugal em quatro escalões, para o nível de grau especulativo e justificou a decisão afirmando que há um crescente risco de o país precisar um segundo pacote de resgate antes que consiga, por sua conta, levantar verbas no mercado internacional. Após o rebaixamento do status, a Comissão Europeia criticou fortemente as agências de classificação de risco e o ministro alemão das Finanças, declarou que é preciso "romper o oligopólio das agências de classificação e limitar sua influência".
Na economia nacional, as vendas reais que medem o faturamento da indústria, caíram 1,3% em maio ante abril também pelos dados dessazonalizados, mas mostraram alta de 6,7% em comparação com maio de 2010. Cabe comentar também que no mesmo período em questão as horas trabalhadas na indústria recuaram 0,5%.
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