O crescimento perdeu força em algumas regiões dos Estados Unidos em maio, por custos mais altos de alimentos e energia e problemas de abastecimento provocados pelo terremoto no Japão, que impuseram dificuldades à economia.
"Os relatórios dos 12 distritos do Fed indicaram que a atividade econômica continuou, de forma geral, a se expandir desde o último documento, embora alguns distritos tenham indicado alguma desaceleração", afirmou o BC dos EUA no Livro Bege, sumário das condições econômicas no país.
O relatório foi preparado pelo Fed de Nova York com base em informações relativas até o dia 27 de maio. As conclusões estão em linha com outros relatórios do governo mostrando dificuldades dos consumidores com preços mais altos da gasolina e as reduzidas oportunidades de trabalho.
O Departamento de Trabalho informou na sexta-feira (3/6) a admissão de apenas 54 mil empregados no país em maio e uma taxa de desemprego de 9,1%. O Fed relatou "melhora gradual nas condições do mercado de trabalho", mas isso não foi generalizado.
O banco central americano também apontou que em Nova York, Filadélfia, Atlanta e Chicago houve informações de desaceleração do ritmo de crescimento no mês passado. Dallas notou melhora.
O setor manufatureiro também continuava se expandindo, em geral, mas uma série de distritos afirmaram que o crescimento não era tão forte quanto no início do ano.
Os consumidores seguiam mostrando confiança, embora com alguns sinais de dificuldades no mês passado. "Os preços elevados de alimentos e energia, assim como o clima desfavorável em algumas partes do país, estavam pesando sobre a disposição dos consumidores para gastar", acrescentou o Livro Bege.
As vendas de carros novos estavam robustas na maior parte do país, mas o impacto do terremoto no Japão era aparente. A construção de novas moradias e as vendas no setor imobiliário mostraram "fraqueza generalizada", embora a demanda por empréstimos tenha sido firme ou aumentado nos setores comercial e industrial. O Fed também notou melhora substancial na qualidade do crédito.
Os preços de commodities agrícolas, produtos ligados a petróleo e metais industriais subiram em maio. Mas as pressões de salários foram descritas como "contidas".
http://www.brasileconomico.com.br/noticias/livro-bege-do-fed-aponta-desaceleracao-nos-eua-em-maio_102809.html
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