SÃO PAULO - Com o mercado pressionado nas últimas semanas por conta dos temores quanto ao ritmo de recuperação econômica dos EUA, os consultores da LCA divulgaram relatório nesta sexta-feira (10) afirmando que a probabilidade de recessão para a maior economia do mundo ainda é baixa.
Os consultores destacam que segundo o próprio presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, o desempenho da economia neste ano vem ficando abaixo das expectativas, funcionando abaixo do potencial e justificando uma política monetária menos restritiva por mais algum tempo.
Nesse sentido, a avaliação é que “enquanto o mercado de trabalho não sustentar um período de forte criação de empregos, o juro básico permanecerá distante da neutralidade”.
Japão e clima nos EUA
A equipe de consultores da LCA afirma que parte do fraco desempenho econômico recente dos EUA pode ser explicado por “diversos fatores temporários”. Dentre esses fatores, são citados os efeitos na oferta do terremoto no Japão e também do clima nos EUA.
A expectativa é que, uma vez que de dissipem os efeitos desses eventos no âmbito econômico, “um ritmo de crescimento mais parecido com o novo ‘normal’ será retomado”. Esse crescimento normal seria algo entre 2,5% e 3%, segundo os consultores.
Chance de recessão nos EUA
Notando que o mercado avalia a recente queda no ritmo de recuperação como o início de uma nova recessão, os consultores da LCA analisaram a chance dos EUA entrarem em recessão dentro dos próximos seis meses, através da inclinação da curva de juros.
O modelo utilizado pelos consultores para determinar a probabilidade de recessão dos EUA considera a diferença entre as taxas de juro de 10 anos e 3 meses, o CFNAI (indicador de atividade nacional do Federal Reserve de Chicago) e o índice de atividade da sondagem do Fed da Filadélfia.
Os resultados obtidos requerem cuidado na análise, segundo os consultores. “É difícil determinar com segurança, por exemplo, se a resposta do mercado de bônus às perspectivas para a economia não está distorcida pelo QE2 [quantitative easing 2, programa de estímulo quantitativo] e pela possibilidade de um QE3”
Baixa probabilidade
A conclusão dos analistas é que, em maio, a chance de recessão de acordo com o modelo, girou em torno de 2%, patamar significativamente menor que o normal (17,4%).
Com a ressalva de que a probabilidade de recessão efetiva pode ser maior que os 2% indicados pelo modelo, uma vez que este pode não captar distorções relativas aos alívios quantitativos, a conclusão dos consultores é que “os resultados indicam existir certo descompasso entre as análises mais pessimistas de alguns economistas, preços de ativos e percepções de executivos de empresas”.
Desta forma, a explicação considerada mais convincente para a recente desaceleração econômica dos EUA fica por conta dos fatores temporários citados anteriormente.
http://www.infomoney.com.br/estados-unidos/noticia/2131740-analistas+lca+avaliam+probabilidade+recessao+nos+eua+como+baixa
Prof Silvio pode olhar RNAR3, balanço será divulgado hoje pós pregão e da última vez que isso aconteceu no pregão seguinte papel bateu 15% muita expectativa em relação a esse balanço. Papel comportando-se bem até aqui.
ResponderExcluirAbraços sucesso.