Opinião positiva sobre a demanda por minério de ferro + disciplina da oferta + flexibilidade de produção. A Vale adquiriu uma participação de 51% na BSG Resources (Guinea) Ltd., uma empresa privada que detém direitos de concessão sobre minério de ferro em Guiné, na África. Apesar desta não ser uma grande aquisição (um desembolso de caixa de apenas US$ 500 milhões + US$ 2 bilhões em pagamentos futuros, conforme as dimensões e a qualidade das reservas), vemos a operação como sendo estrategicamente positiva, uma vez que: i) demonstra que a Vale permanece otimista em relação ao cenário de longo prazo do minério de ferro; ii) ajuda a Vale a manter controle globalmente sobre os ativos de minério de ferro de baixo custo e alta qualidade e iii) traz consigo flexibilidade, uma vez que acrescenta mais um local de produção para a Vale, além de Carajás e do Sistema Sul.
Acumulando recursos de alta qualidade/baixo custo por um preço razoável. Segundo os estudos preliminares da Vale, os ativos adquiridos apresentam um forte potencial de crescimento e poderão atingir uma taxa de produção de longo prazo de 80 milhões de toneladas/ano. Além disso, os recursos poderão totalizar 8 bilhões de toneladas de hematita de alta qualidade (qualidade semelhante à de Carajás, ou um conteúdo de Fe de 66%-67%). Em um cálculo aproximado, a Vale pagou US$ 0,6/tonelada de recursos, que representam menos do que em uma operação recente no Brasil, na qual uma empresa chinesa pagou US$ 1/tonelada de recursos pela Itaminas.
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