Apesar da alta nas principais bolsas mundiais, devido ao acerto do pacote à Grécia, o Ibovespa encerrou em queda, motivado pela desvalorização das empresas com grande peso no índice, como a Vale e a Petrobras. Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a divulgação de alguns indicadores econômicos, além do noticiário corporativo.
As ações ON e PN da Petrobrás lideraram as maiores baixas do Ibovespa. A petrolífera foi o destaque no noticiário corporativo desta sessão. Na última sexta-feira, a empresa informou a assinatura, junto ao Estado Português, de um acordo para a exploração de hidrocarbonetos em águas profundas na Bacia do Alentejo. Através de sua subsidiária integral Petrobras Internacional Braspetro, a estatal brasileira adquiriu 50% de participação nos Blocos de Gamba, Lavagante e Santola, nos quais será a operadora. Também na última sexta-feira, a estatal anunciou uma parceria com o grupo francês Tereos, visando investir na Açúcar Guarani, empresa subsidiária do grupo.
Já nesta segunda-feira, a Petrobrás anunciou a aprovação de um acordo com a Galp Energia para o desenvolvimento de um projeto de biodiesel em Portugal. O investimento será de US$ 530 milhões, dividido em partes iguais pelas empresas.
Vale ressaltar que, o corte na recomendação promovido pelo JPMorgan Chase, com a sugestão sendo rebaixada de overweight (alocação acima da média do mercado) para neutra, contribuiu para a queda das ações da Petrobrás.
No mesmo sentido, as ações ON e PNA da Vale também foram destaques de queda, nesta sessão. A mineradora anunciou, neste domingo, que acertou a venda de sua participação nas empresas de alumínio Albras (Alumínio Brasileiro), Alunorte (Alumina do Norte do Brasil) e CAP (Companhia de Alumina do Pará) por US$ 405 milhões e “certa quantidade” de ações da norueguesa Norsk Hydro.
Entre os resultados corporativos, a Klabin obteve, no primeiro trimestre de 2010, um crescimento de 6% no seu lucro líquido, comparado ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 31 milhões.
A Vivo, por sua vez, divulgou um lucro líquido de R$ 191,90 milhões no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 44,3% em relação ao resultado registrado no mesmo período de 2009.
No cenário econômico doméstico, o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou pela décima quinta vez consecutiva as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa é de crescimento de 5,42 em 2010, ante o avanço de 5,41% projetado na última semana.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) da semana do dia 30 de abril, que marcou inflação de 0,76%, taxa idêntica à apurada na medição anterior.
No mercado internacional, a Grécia, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo para a liberação da linha de crédito que busca evitar um calote da dívida grega. A cifra estimada é de até 120 bilhões de euros ao longo de três anos e equivale a quase metade do PIB grego.
Na Ásia, o Banco Central Chinês elevou a taxa de depósito compulsório em 50 pontos-base, visando conter a forte expansão de crédito no país. É o terceiro aumento desta magnitude somente neste ano.
Nos Estados Unidos, os indicadores que medem a renda e o gasto pessoal, revelaram avanços de 0,3% e 0,6% em março, respectivamente, em linha com as expectativas do mercado. Já o índice que mede o nível de atividade industrial no país atingiu 60,4 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 60 pontos.
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