Por Lafis.
O tom positivo predominou nesta sessão na Bolsa de Valore de São Paulo, em sintonia com a performance das bolsas americanas, que reagiram bem aos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Notícias mais favoráveis sobre o crescimento da economia chinesa também contribuíram para o bom andamento dos negócios neste último pregão da semana. Aqui no Brasil, o IPCA apresentou a maior alta desde maio de 2008.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, marcou 0,78% no mês de fevereiro, com leve alta sobre a taxa de 0,75% do mês anterior. Entretanto, a variação do IPCA foi a maior desde maio de 2008.
Hoje, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comentou que a instituição está estudando medidas para modernizar as operações em moeda estrangeira do Brasil, tornando o mercado de câmbio brasileiro mais "eficiente".
No cenário corporativo, as ações PNA e ON da Vale fecharam em alta de 3,23% e 2,74%, respectivamente, influenciadas pelas perspectivas de reajuste, de até 80%, no preço do minério de ferro. Além disto, a mineradora informou que irá aumentar em 25% a produção de minério em Minas Gerais, a partir de 2014.
A empresa de Eike Batista, OGX Petróleo, também esteve em destaque nesta sessão. Hoje, a empresa divulgou que encontrou hidrocarbonetos no poço OGX-6 e indícios de petróleo nos poços OGX-3 e OGX-2. Por volta das 18 horas, as ações ON da OGX subiram 5,70%.
Vale destacar ainda a elevação das ações PN e ON da Petrobrás, que valorizaram 0,86% e 1,79%, simultaneamente, em função da elevação do preço do petróleo em Nova York. Hoje, na Nymex, o barril da commodity fechou em alta de 1,6%, a US$ 81,50.
For a do Ibovespa, as ações ON da Ecodiesel desabaram 9,30%. Os papéis foram influenciados pelo cancelamento, feito pelo governo, do Selo Combustível Social pelo período de 1 ano.
A Hypermarcas anunciou a compra da fabricante de fraldas Sapeka, podendo o negócio chegar a R$ 368 milhões em dinheiro e em ações.
No âmbito externo, ganhou destaque as projeções melhores para a economia chinesa. Nesta sexta-feira, o primeiro ministro chinês informou que estabeleceu uma meta de 8% para o Produto Interno Bruto (PIB) da região, até o final deste ano.
Nos Estados Unidos, o “payroll”, ou Relatório de Emprego, deu impulso ao mercado, já que veio mostrando que o mercado de trabalho local perdeu menos vagas do que o esperado. No mês de fevereiro, a economia americana cortou 36 mil postos de trabalho, número bem abaixo das estimativas, que giravam em torno de um corte de 75 mil vagas. Além disto, o Departamento do Trabalho anunciou que a taxa de desemprego ficou estável em 9,7%, ante projeção de alta de 9,8%.
Resumo da Semana (de 01/03 a 05/03)
A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou os mercados internacionais e operou em alta na maior parte desta semana. No âmbito interno, o destaque ficou por conta da temporada de balanços, além de algumas notícias econômicas. Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a divulgação de importantes indicadores econômicos.
No cenário econômico doméstico, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) da semana do dia 28 de fevereiro, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), marcou inflação de 0,68%, taxa 0,16 ponto percentual abaixo da apurada na medição anterior. É importante ressaltar que este é o menor resultado do IPC-S neste ano.
O Banco Central divulgou o Relatório Focus que elevou, pela sexta vez consecutiva, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa é de crescimento de 4,91% em 2010, ante o avanço de 4,86% projetado na última semana. Para 2011, as estimativas também se elevaram, para 4,53%.
Entre as notícias corporativas, a Brasil Foods divulgou que, no quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da companhia totalizou R$ 6 milhões e reverteu o prejuízo de R$ 1,3 bilhão no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2009, o lucro líquido foi de R$ 360 milhões, ante prejuízo de R$ 2,4 bilhões apurado em 2008.
O Pão de Açúcar registrou um lucro líquido, em 2009, de R$ 597,5 milhões, o que representa um crescimento de 129,4% em relação ao mesmo período de 2008.
A Itaúsa apresentou um lucro líquido de R$ 11,74 bilhões em 2009, resultado 116,2% maior que os R$ 5,43 bilhões apurados no ano anterior.
A CPFL Energia divulgou um lucro de R$ 425,12 milhões no quarto trimestre de 2009, alta de 25,1%, sobre o mesmo período do ano de 2008.
A AmBev divulgou que obteve um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão no quarto trimestre do ano passado, o que representa um avanço de 5,3% em relação ao mesmo período de 2008.
A Braskem reverteu o prejuízo de R$ 2,45 bilhões reportado em 2008 e registrou um lucro líquido, em 2009, de R$ 917,22 milhões.
No ambiente internacional, o governo da Grécia divulgou que irá ampliar as medidas de austeridade com a finalidade de reduzir o déficit no país. Entre as medidas estão o aumento de 19% para 21% no imposto sobre valor agregado, além de cortes de 30% nos bônus dos salários do setor público.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a divulgação de importantes indicadores econômicos com destaque para a divulgação do “payroll”.
O Relatório de Emprego nos veio mostrando que a economia americana cortou 36 mil postos de trabalho, no mês de fevereiro, número abaixo das estimativas.
Além disso, o Departamento de Trabalho divulgou que a taxa de desemprego ficou estável em 9,7%.
O Livro Bege do Federal Reserve revelou que as condições da economia norte-americana seguem se recuperando de forma modesta. O consumo ofereceu sinais positivos no último mês. O documento descreve ainda que os consumidores estão menos cautelosos ao gastar, com os comerciantes ainda de olho no nível dos estoques. Além disso, o setor de serviços também mostrou sinais de melhora.
O ISM Services, índice que mede a atividade de serviços da economia norte-americana, registrou 53 pontos, resultado superior às projeções dos analistas, que esperavam algo em torno de 51 pontos.
O número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA apresentou contração de 7,6% em janeiro. As expectativas eram elevação de 1,0%.
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