terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cenário ‘apocalíptico’ pode virar realidade para mineradoras

Por Marcelo Villela, fevereiro 1st, 2016, 5:58 - LINK PERMANENTE (http://noticiasmineracao.mining.com/2016/02/01/cenario-apocaliptico-pode-virar-realidade-para-mineradoras/)


Os preços das commodities estão dando um choque de realidade nos executivos da mineração. O diretor-presidente da Glencore PLC, Ivan Glasenberg, descartou as previsões de que o preço do cobre cairia abaixo de US$ 4 mil por tonelada, chamando a cifra de “preço apocalíptico”. Já o diretor-presidente da Rio Tinto PLC, Sam Walsh, disse no ano passado que a ideia de que os preços do minério de ferro recuariam para US$ 30 a tonelada era uma “fantasia”.

Outros grandes produtores de minério de ferro também se mostravam otimistas, apesar dos sinais de que a demanda chinesa estava enfraquecendo. Em abril de 2014, José Carlos Martins, então diretor executivo de metais ferrosos da Vale SA, disse: “Uma coisa é certa, o preço [do minério de ferro] não vai cair abaixo de US$ 110 de forma sustentável.”

Desde os comentários de Glasenberg, em setembro de 2015, o preço do cobre despencou quase 20%, para perto de US$ 4.300 por tonelada. Ele subiu nos últimos dias, mas caiu 0,26% na sexta-feira, fechando a semana em US$ 4.541,50 na Bolsa de Metais de Londres, segundo a Factset. E um número cada vez maior de analistas diz que a cotação vai descer abaixo de US$ 4 mil em breve.

O minério de ferro, por sua vez, estava sendo negociado a mais de US$ 60 por tonelada quando Walsh fez seus comentários, em fevereiro do ano passado, mas o preço caiu abaixo de US$ 40 nas últimas semanas e agora os US$ 30 parecem próximos. Na sexta-feira, o preço do minério estava em US$ 41,50, segundo a Factset, e alguns analistas acreditam que pode chegar a US$ 20 ainda este ano.

Porta-vozes da Glencore e da Rio Tinto não quiseram comentar. Martins deixou a Vale em novembro de 2014.

A maior queda dos preços das matérias-primas em décadas está contrariando as previsões e atrapalhando os planos dos líderes das principais empresas de commodities do mundo. Algumas das maiores mineradoras globais suspenderam seus dividendos, reduziram bilhões de dólares em dívidas e cortaram a produção em milhões de toneladas à medida que os preços das commodities caíram além de suas previsões.

“Estou atravessando o inferno!”, disse Richard Adkerson, diretor-presidente da gigante americana Freeport McMoRan Inc., em outubro, durante uma conferência de mineração realizada em Londres. Três anos antes, numa entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo havia previsto que os projetos de construção da China criariam uma “enorme demanda” por cobre. Isso levou a Freeport a investir bilhões na expansão da produção e construção de grandes minas ao redor do mundo.

Em outra entrevista dada na semana passada, horas depois de responder a perguntas de analistas sobre o prejuízo de US$ 4,1 bilhões que a empresa registrou no quarto trimestre de 2015, Adkerson disse que a Freeport está “sendo muito realista sobre a situação no curto prazo”, mas espera que os preços se recuperem “porque, ao contrário do minério de ferro e do carvão, o mundo não tem um imenso estoque de cobre”.

Ele disse também que não teria investido tão agressivamente em superminas, como fez no início da década, “se os preços estivessem onde estão hoje”.

As expectativas de que a China absorveria uma vasta produção nova de cobre, minério de ferro e outras commodities desmoronaram. Em janeiro, a China divulgou um crescimento econômico de 6,9% para 2015, sua menor expansão anual em 25 anos.

E o problema não é apenas que a China está comprando menos. Outro motivo para a queda de preços das matérias-primas e o declínio na cotação das ações das mineradoras é que os produtores e os negociantes ocidentais têm dúvidas sobre os números exatos da produção e o consumo da China, diz Scott Stewart, ex-operador de commodities da Glencore e hoje diretor-presidente da Black Hawk Resources Ltd., uma negociadora americana de alumínio.

“Todos sabemos que a China está mal”, diz ele. “A questão é quanto, e a falta de transparência está causando muita incerteza e um sentimento negativo.”

A queda reflete dinâmicas “não vistas desde o período posterior à reindustrialização japonesa, na década de 80”, quando os preços das commodities caíram depois de anos de uma demanda crescente no Japão, afirmou recentemente a gestora de ativos Investec. As quedas de preços “já são maiores que em qualquer outra crise dos últimos 30 anos”, declarou o banco Barclays em 11 de janeiro.

As já abatidas ações de mineradoras entraram em queda livre. Nos últimos 12 meses, os papéis da britânica Anglo American PLC e da Freeport perderam cerca de 75% do seu valor. A ação da Glencore caiu 64%, a da Vale, quase 60%, e as das anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton Ltd., mais de 40%.

Analistas não creem que o setor chegou ao fundo do poço porque os fundamentos da oferta e da demanda parecem estar fora de sintonia. A oferta de cobre refinado, por exemplo, saltou 36% entre 2005 e 2014, para 22,5 milhões de toneladas, segundo dados do Grupo Internacional de Estudos sobre o Cobre (ICSG, na sigla em inglês). No mesmo período, o consumo anual de cobre subiu 38%, para 22,9 milhões de toneladas.

Essa alta foi liderada pela China, enquanto o consumo caiu no resto do mundo, tornando os preços hoje muito mais sensíveis a qualquer recuo no crescimento da demanda chinesa.

As importações chinesas de cobre caíram 2,2% em 2015 ante 2014, para 8,6 milhões de toneladas, o terceiro ano consecutivo de declínio. Em termos monetários, as importações recuaram 19%, para US$ 38,4 bilhões. A oferta global de cobre refinado cresceu 1,8% no passado, segundo o ICGS, principalmente devido a um aumento na produção de refinados da China, que subiu 4%. O preço do cobre caiu 7% entre janeiro e outubro de 2015.

“Acho que iremos abaixo dos US$ 4 mil em algum momento”, diz Robin Bhar, líder de pesquisa de metais do banco Sociéte GénéraleSA.

Tal queda iria corroer o lucro da Glencore. Aos preços atuais, a estimativa é que a Glencore alcance um lucro antes de juros, impostos e depreciação de US$ 7,3 bilhões em 2016, segundo a corretora Liberum Capital. Uma queda de 10% no preço do cobre subtrairia US$ 500 milhões desse resultado.

A mineradora já embarcou em um plano ambicioso para reduzir em US$ 10 bilhões sua dívida de quase US$ 30 bilhões e satisfazer investidores apreensivos. Ela também fechou temporariamente as operações de duas minas de cobre deficitárias na África.

A Rio Tinto e outras grandes exploradoras de minério de ferro, como a BHP Billiton, têm sido bastante criticadas por inundar o mercado com o produto, estratégia que os críticos, como o próprio Glasenberg, líder da Glencore, dizem que vai reprimir ainda mais os preços em face da desaceleração da demanda chinesa.

O colapso do minério de ferro já afetou o resultado financeiro das grandes mineradoras, mesmo aquelas com menor custo de produção, como a Rio Tinto e a BHP. Isso está elevando a probabilidade de as empresas terem que fortalecer suas finanças cortando pagamentos de dividendos — um medida considerada impensável até meses atrás. A Anglo e a Glencore já suspenderam esses pagamentos.

Fonte: WSJB

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016


Link: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/01/1734126-barragem-da-samarco-em-mariana-mg-sofre-novo-deslizamento.shtml

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Justiça paralisa exportações de minério de ferro da Vale no Espirito Santo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Para aqueles que gostam de estudar as medidas de risco financeiro, com enfoque em Entropia de Shannon e o Princípio da Máxima Entropia, que reflete o movimento natural dos objetos, em se desorganizarem e se aproximarem de um estado caótico. Podem usar as ações preferenciais classe A da VALE (VALE5), como um hipotético referencial teórico, para verificar os efeitos destas teorias.

Caso seja configurada uma perda de suporte em R$ 6,76, é possível que, por aproximação Gaussiana, seja gerado um gap com energia suficiente para um conflito de resultados perturbativos. Estes efeitos podem provocar uma desfragmentação do ativo para um reordenamento futuro, com um hipotético teste de suporte intermediário em R$ 5,80 de baixa intensidade, onde poderá entrar em um regime de baixas oscilações, que nos fornecerá novos parâmetros variacionais no espelhamento gráfico abaixo dos R$ 5,00.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Com o fechamento de PETR4 ontem em R$ 5,53 me veio um questionamento: É possível PETR4 abaixo dos R$ 5,50?

Infelizmente sim! Isso por que o Plano de Negócios divulgado pela companhia não é coerente, com atual conjuntura dos preços internacionais do Petróleo, uma vez que a projeção é de US$ 10,00 por barril, segundo Tyler Durden.


Link: http://www.zerohedge.com/news/2016-01-12/forget-20-oil-stanchart-says-prices-could-fall-low-10-barrel

Nos adequando a nova realidade econômica para o preço da commoditie, caso perca o suporte dos R$ 5,50 , por ergodicidade, inicia-se um movimento de desfragmentação para um reordenamento natural do ativo no tempo e no espaço. Ao espelharmos o gráfico para baixo, sinaliza R$ 4,08 como sendo seu novo suporte, porém de baixa resistência, encontrando moderado obstáculo próximo aos R$ 2,00 que se perdido inicia uma nova etapa dentro do processo de desfragmentação.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Divulgado hoje no O Globo, "PF sem recursos para investigar responsabilidade da Samarco"

Matéria completa: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/pf-sem-recursos-para-investigar-responsabilidade-da-samarco-na-tragedia-de-mariana.html

A verdade é que se nada for feito, e o Estado continuar "engessando" os trabalhos da PF, a Samarco provavelmente decretará recuperação judicial e deixará milhares de pessoas atingidas pela lama e outras centenas que perderam seus bens e familiares a ver navios. E nada mais poderá ser feito.

Sem sombras de dúvida, é uma tragédia em todos os sentidos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O ano de 2015 está se encerrando, e muitos falam que economicamente foi um dos piores anos do século XXI para o Brasil. O meu temor, é que podemos ao longo de 2016 sentir saudades de 2015. Isso por que, a próxima fase depois da recessão é a depressão, que nada mais é que um prolongamento da recessão.

Para caracterizar uma recessão é preciso, segundo o FRBSF, que quatro fatores estejam "sofrendo" por mais de dois meses, são eles: O Mercado de Ações, O índice de desemprego, o comércio varejista e indicadores de produção industrial. Logicamente podemos inserir para fundamentar melhor o estudo, a renda pessoal real (Aquilo que efetivamente se ganha, descontando os impostos) com indicador KACE e por último o PIB.

Esses seis fatores, estão em contínuo declínio há 12 meses. Então, por hipótese, podemos estimar que nos próximos 1 ou 2 meses estaremos tecnicamente em depressão econômica. O BACEN já está prevendo que a dívida bruta do governo geral rompa o limite de 70% do PIB em 2016. Informou também, que o Brasil está com deficit nominal de 9,04% do PIB. Esses dados por si só, fundamentam a hipótese de estimativa de entrada em 1 ou 2 meses em depressão.

Para simplificar o entendimento do que venha a ser recessão e depressão, pensemos o seguinte: A recessão é quando o seu vizinho perde o emprego, já a depressão é quando você perde o emprego.

O discurso do governo é que precisamos estimular o mercado e a população. Mas como? Cinco meses do que você trabalha ao longo de um ano corrente, são impostos revertidos para o governo, que por sua vez não entrega serviços. O custo da energia elétrica para a população explodiu, pasmem, 125% nos últimos 12 meses. A qualidade de vida das pessoas reduziu ao extremo, e tudo está muito caro, com o real desvalorizando-se a cada dia e por ai vai.

A agência de classificação de risco Moody's, já antecipou viés negativo para o Brasil e nas próximas semanas o país pode perder o único grau de investimento que ainda possui. A situação é grave, o governo por sua vez vai querer colocar na conta da população seu descontrole financeiro e com isso a insatisfação pode aumentar.

Se preparem para 2016 como um ano desafiador, será necessário a criação de estratégias financeiras para que você não seja arrastado pela onda que está por vir.







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Email: profsilviotsj@hotmail.com

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Para os interessados em Teoria Microeconômica, segue o link para baixar o livro do Mas-Collel.

http://www.personal.ceu.hu/students/05/Corina_Haita/books/Microeconomic%20Theory.pdf

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Minério de ferro pode chegar a US$ 20 em 2017

O colapso do preço do minério de ferro deve se esticar até 2017, quando a commodity poderá chegar à faixa de US$ 20 a US$ 29 a tonelada, diz a gestora de investimentos Axiom Capital Management. A empresa, com sede em Nova Iorque, acredita que o minério pode chegar a esse nível ainda mais cedo devido ao excesso de oferta no mercado transoceânico.

O excedente de minério no mercado de exportação deve subir para 48 milhões de toneladas em 2016 graças ao arrefecimento da demanda na China e ao contínuo aumento de produção de minério de baixo custo na Austrália e no Brasil, diz Gordon Johnson, analista da Axiom Capital, por telefone à agência Bloomberg.

Os preços estão voltando aos níveis médios registrados antes do acentuado aumento da demanda na China, hoje a segunda maior economia mundial. “Os preços [de referência] vão se afundar até perto de US$ 30 no próximo ano e depois para a casa dos US$ 20 em 2017. Isso pode acontecer antes, o que não nos surpreenderia”, disse Johnson.

Fonte: http://abisolo.com.br/n.php?n=minerio-de-ferro-pode-chegar-a-us-20-em-2017

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015